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Retorno da magreza extrema nas redes sociais acompanha alta assustadora de 71% nos casos de anorexia e bulimia em todo o mundo
A pressa estética das redes sociais voltou a colocar em risco a saúde mental de milhares de mulheres ao disseminar um padrão irreal de magreza extrema.
Um estudo recente aponta que os casos de anorexia e bulimia cresceram 71% no mundo desde 1990, refletindo uma pressão cada vez maior sobre a imagem corporal.
Conforme informação divulgada pelo g1, esse cenário de cobrança estética afeta inclusive mulheres que possuem exames normais e peso saudável.
O impacto das redes sociais na distorção da imagem corporal
O ambiente digital transformou o modo como as pessoas enxergam o próprio corpo, alimentando comparações constantes e cobranças descabidas.
Tendências recentes nas plataformas incentivam manequins diminutos, fazendo com que tamanhos considerados normais passem a ser rotulados como obesidade.
Especialistas alertam que a distorção da imagem corporal está diretamente ligada ao aumento expressivo de transtornos alimentares graves na atualidade.
Crescimento global dos transtornos alimentares desde 1990
Dados de um estudo publicado na revista científica JAMA Psychiatry revelam que milhões de pessoas convivem com anorexia e bulimia em todo o planeta.
A pesquisa avaliou informações de 204 países e destacou que grande parte dos afetados é formada por mulheres e jovens em idade vulnerável.
A taxa de prevalência subiu cerca de 21% desde 1990, com registros mais acentuados em regiões desenvolvidas e crescimento rápido na Ásia.
A glamourização da magreza e o papel dos algoritmos
Diferente de décadas anteriores, o ideal de magreza extrema chega hoje de forma automatizada através dos algoritmos das redes sociais.
Plataformas digitais entregam conteúdos focados em perda de peso e dietas restritivas sem que o usuário precise buscar ativamente por eles.
Especialistas apontam que essa exposição contínua glamouriza práticas alimentares de risco, atingindo crianças e adolescentes cada vez mais cedo.
Sinais de alerta e a importância da busca por ajuda profissional
Identificar os primeiros sinais de um transtorno alimentar é fundamental para garantir um tratamento eficaz e evitar complicações clínicas.
Comportamentos como isolamento, desculpas para pular refeições e exercícios obsessivos exigem atenção imediata de familiares e amigos próximos.
O suporte adequado envolve equipes multidisciplinares com foco em comportamento alimentar, ajudando a resgatar a saúde física e mental dos pacientes.





